Separado / de mim
Não desejo viver esse instante
as amarguras que tenho vivido.
Eu fui um tresloucado errante,
caminheiro de amor desprovido.
Fui nômade sem ter um destino,
uma estrela que a luz é morta.
Vida furtiva de um clandestino
ou um vigarista de vida torta.
E então, nessa hora, doravante
é expurgar o que me obstrui.
É seguir a vida, seguir adiante.
Encontrar algo que me valha.
Nada me restou do que eu fui
nem o que de mim me separa.
Allan Emmanuel Ribeiro

