Alma vã

Alma vã

Quando em meu peito habitava esperança
Em ti a insensatez mascarava o pecado,
Refletia a obscura imagem de confiança
Para em teu íntimo dedicar amor forçado.

Sempre te amei feito um louco ou animal
O meu deleite era desfrutar o teu deleite.
Vivi o gozo do mais gostoso prazer carnal
Enquanto tu me tinhas por puro enfeite…

Hoje envolto a lembranças tristes e amargas
Da minha doação e de tuas fingidas emoções,
Alma vã, por tua culpa não saberei mais sonhar

Se a vida não retirar de minhas costas largas
A pesada carga de um fardo de desilusões
Do tempo perdido quando viver era te amar.

Allan Emmanuel Ribeiro

Rebento

Renovação