Acredito que a doçura seja como a arte,
habilidade que não é pra todo mundo.
Algumas tem facas afiadas à la carte,
escondidas em bainhas de veludo…
Há intenções maléficas e maquiadas,
em muita reação aparentemente amável.
Na “arte” das branduras dissimuladas,
pode-se esconder uma atitude abominável.
Com doçuras falsas, atenção e cuidado!
Vigiai, pra não cair nesse laço azarento,
de cujo exemplo é agora demonstrado.
Não noticio aqui provérbio agourento,
mas minha avó já repetia o velho ditado:
“Por fora, bela viola. Por dentro, pão bolorento”.
Allan Emmanuel Ribeiro

