Agora, vá!
Abra a porta, acene e sorria,
adiante e não me atrapalhe.
Nessa vida nada é perene.
Siga seu rumo, se espalhe.
Não deixe aqui seus excessos
e leve também a ingratidão,
deixe-me só, vivendo a vida
sob a luz da minha razão.
Mais cedo ou mais tarde,
o tempo há de encaixar,
ele que tudo se encarrega
de por as coisas no lugar.
E se nesse espaço-tempo
sufocamos nossa verdade,
por natureza ou por ofício
mais prezamos a liberdade.
Agora, vá!
Allan Emmanuel Ribeiro


