Palmatórias do mundo.
Constantemente eu me deparo
com pessoas me julgando,
me criticando,
me espionando.
Elas estão simplesmente
desenhando em si próprias
o que elas queriam que eu fosse:
objeto de suas depreciações;
fantoche de suas necessidades.
Eu simplesmente sou o que sou;
por vezes, é certo,
nem a mim mesmo eu pareço,
malgrado também não parecer,
nem de longe,
com o que me pintam.
Quem eu sou?
Sou exatamente o que todos são,
nem melhor e nem pior.
Singular em minhas escolhas;
plural em meus acontecimentos.
E na universalidade de minhas
confusas relações,
eu me aproximo de todos,
simetricamente.
E na minha individualidade
eu me distancio dos outros,
tal como eles de mim.
Allemmar
