Ainda rimos!

Ainda rimos. Temos ainda a capacidade de rir. Permanece em nós essa ação encantadora que é o regozijo do riso, esse algo que não se transforma do nada, mas que pode transformar tudo.
Rimos de perguntas bobas, e, bobos, rimos de uma criança ao fazer uma graça, ou de um cachorrinho que pula no colo e pede carinho. Riso fácil ou riso frouxo, rimos. Quem nunca riu da fotografia de alguém que força o riso? – Nem que seja pra ridicularizar o riso.
Rimos um sorriso amarelo, se nos é dado o esforço de reagir a outro sorriso não menos contrafeito. E rimos também com escárnio quando nos resta um comportamento de menosprezo. Rimos da crise econômica,  de um tropeço, da tentativa de cura da gripe insistente, enquanto nos entorpecemos de remédios e de chás.
Rimos de tudo que seja, um tantinho só, cômico, ou até sem graça. Rimos de nada e do nada a se fazer numa manhã de domingo, como agora, com um risinho de canto de boca, sem nada pra fazer, atrevo-me a escrever. E rir. E rirei das minhas reflexões ao longo do dia e pelo que conclui sobre o riso. Rirei. Sim, rirei!
Como sempre, ainda rimos, porém não do mesmo jeito de antes, como quando éramos crianças e que ríamos de nossas próprias atrapalhadas, e ríamos até mesmo de uma folha de papel ao vento… Coisas de criança! (risos)
Não rimos como antes, é certo. Mas rimos. Continuamos a teimar no riso. Do nada ou de tudo, de uma criança ou de uma manhã de domingo, não importa, seja o que for, ainda rimos.
O riso é, pois, sensação de prazer e de bem estar. Fortalece o sistema imunológico, combate o estresse e evita rugas.
Mas o que mais se espera do riso é que seja espontâneo, verdadeiro e que expurgue as impurezas da alma, deixando-nos mais leves e aptos a novas e boas gargalhadas…
Ainda rimos.

Allan Emmanuel Ribeiro

Da Divagação…

Amor e Compromisso.