As cópias…

O primeiro grande erro de nós, pobres mortais, é admirar desmedidamente outros seres humanos; mas o verdadeiro ato de estupidez reside em querer viver constantemente como se fôssemos os outros. 

À medida que, ciclicamente, imitamos uns aos outros, reproduzimos-nos como cópias das cópias, e, então, nos transformamos, gradativamente, em carbonos (E cada vez mais apagados!) e escanteamos o verdadeiro ser humano que cada um de nós poderia vir a ser se caminhássemos, passo a passo, pelas veredas da independência do pensamento individual. 

Cópias das cópias que somos, continuamos reescrevendo, teimamos em duplicar e tristemente transcrevemos o que, infalivelmente, nem de longe seremos. 

Allan Emmanuel Ribeiro

Princípio

Fulana de cinza