em cena
Subo no palco, contraceno com os “eus”de mim
e dos que me rodeiam,
dividindo momentos,
trocando experiências
e repassando papéis.
Dispo-me da timidez
e de embaraçosos medos traiçoeiros.
Não mais me envergonho de minhas doces,
e velhas,
e sedutoras falhas do passado que, aliás,
me foram tão importantes.
Não mais me prendo a insignificâncias,
nem aos disparates de certas loucuras
e de trágicos verbetes.
Visto-me a alma de festa
e recorro a uma mais nova roupagem. Ela é que é divina!
E em cena, coadjuvando com os vários atores
nos diversos cenários que essa vida me dá,
concorro para protagonizar
a plena construção
de mim mesmo…
Allan Emmanuel Ribeiro

