Fragmentos

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Uma nesga de luz que ainda há

ainda brilha
e ilumina

o poço do meu peito vão…

Como uma lupa apontada para o sol,
queima-me as bastardas recordações
de um tempo que parece que tudo foi,
mas nada foi além de um festim de ilusões…

Tanto fiz e protestei que o meu coração
se encantou
e corou
e murchou
e gelou…

E mesmo crente de ter jogado jogos inúteis,
durmo na santa paz de uma suave canção.
Espalho-me nos bordéis das minhas
puras – e sofisticadas – memórias…

E assim, alegre ou triste,
inclemente com as doces ilusões,
faço de algumas – muitas – lembranças
as meretrizes com quem eu deleito
o gozo
das minhas espúrias histórias sagradas.

 

Allan Emmanuel Ribeiro
Salvador – maio/2015

Ela, Vênus!

Rios da vida