O Parque de Pituaçu foi criado pelo Decreto Estadual n. 23.666, de 04/09/1973, tendo sido declarada área de utilidade pública, para efeito de desapropriação, pelo Decreto n. 23.113, de 12/04/1978. Ocupa uma área de 425 hectares e é a maior reserva ecológica da cidade do Salvador-BA. (fonte Wikipedia).
Um dos principais pontos da cidade com remanescente de Mata Atlântica, o Parque, além de ser um lugar turístico, dos vários pontos que se possa observar, ele é de uma beleza impar.
Quem mora no seu entorno sente um clima mais refrescante do que o resto da cidade devido às árvores que, resistentemente, ali ainda habitam.
Passeando no domingo à tarde, acompanhado do meu velho e inseparável amigo Canguru (meu cachorrinho), parei, na altura da Avenida Professor Pinto de Aguiar, hipnotizado com o reflexo do sol que batia na água da lagoa e dava um tom imensamente mágico às árvores que, juntamente com as nuvens, criavam um cenário único.
Malgrado a beleza que contemplava – o que me dava uma leveza de espírito – meu peito se encheu de tristeza por acreditar que daqui a algum tempo não será mais possível contemplar aquele cenário, daquela forma. Mesmo sendo área de preservação ambiental, a natureza não tem vez quando o que se está em jogo é a ambição, em nome do “progresso”. Por isso, resolvi capturar uma foto e imortalizar aquele quadro da natureza que, com o avanço desmedido e incontrolável do homem, tende a acabar.
A perenização daquela que será, indubitavelmente, morta!

