Em novembro de 2015, quando em viagem a minha cidade natal (Ibotirama. Uma cidadezinha às margens do Rio São Francisco, na região oeste da Bahia), um fato me chamou à atenção…
Sentei-me num barzinho na zona rural daquele município, para “refrescar o esôfago” com uma cerveja gelada, pois a temperatura da cidade, em torno de 38º, só pedia mesmo uma cerveja. Enquanto sorvia o gelo refrescante do malte, uma cadela se aproximou de mim e começou a esfregar sua cabeça em minha perna, como quem pedisse carinho… Não hesitei e comecei a coçar-lhe a cabeça.
Enquanto recebia os afagos que eu lhe proporcionava, a cadelinha fechava seus olhos curtindo docemente os carinhos… Foi uma relação de amor à primeira vista (risos).
De repente, dois filhotinhos dela se aproximaram e começaram a sugar-lhes desesperadamente as tetas. A partir desse momento, a cadelinha, a quem eu denominei de Margot, afastou-se de mim, entre dois ou três metros, e, tranquila e pacientemente, agradava seus filhotinhos dando-lhes de mamar. Mas o mais curioso foi o fato de que, enquanto Margot cumpria seu papel de mãe, compromissadamente amamentando sua cria e distribuindo amor através de suas tetas, não parava de olhar para mim, como se aguardasse o fim do seu mister para voltar às carícias e aos afagos que de mim naquele momento ela dependia…
