Uma recordação…
Primeiramente, devo explicar a razão pela qual denominei esse espaço de Ego Contra Mundi. Foi um termo que criei para explicar, ou tentar, fazer-me entender que esse blog se objetiva, também, eu diria até primordialmente, para desaguar, conforme dito na minha primeira postagem, pensamentos, agruras e lidas do cotidiano.
Um título que construí de palavras oriundas do latim, Ego = Eu, Contra = contra e Mundi = mundos. Isso mesmo! Sem nenhum esforço dá pra entender o que realmente eu intento. Eu contra mundos. Eu diante de mundos. Eu enfrentando mundos…
Em uma construção metafórica, a todo instante – o que não me torna, nesse aspecto, diferente de ninguém – , eu labuto, luto, confronto com vários mundos que o mundo nos oferece. O mundo da música, o mundo da poesia, o mundo dos vinhos, o mundo dos amigos, o mundo dos amores, o mundo das alegrias, o mundo das tristezas, o mundo das injustiças, o mundo das diferenças e indiferenças, o mundo das dores, enfim, o mundo, a vida em sua infinitude.
O que me moveu a tecer esses comentários, que eu chamo, oportunamente, de desabafo, foi o fato de ter me deparado com uma foto antiga que me fez refletir, suspirar, enraivar-me, encolerizar-me e, por fim, chorar. Uma fotografia que me trouxe uma série de lembranças ao mesmo tempo inebriantes, saudosas, estarrecedoras e revoltantes. Um novo confronto com o mundo das recordações, um misto de imagens que me fizeram refletir e concluir que em determinados momentos…
A vida me foi generosa onde ela mais me foi prejudicial.
